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- O que você espera, afinal?
- Eu não sei o que eu espero,
Fernando. Eu só desconfio.
Eu desconfio que espero que um
dia, assim sem mais, enquanto eu estiver no sofá da sala assistindo a algum
filme sem nexo causal no Eurochanel, você vai bater à minha porta. Você vai
bater à minha porta e dizer que confessa. Que confessa que eu fui seu grande
amor, tal qual a canção. E que ainda gosta de petipoá, aquele misto de ervilha
com milho em conserva.
- E depois?
- Depois eu não sei. Talvez eu
feche a porta volte a assistir ao filme, talvez eu estanque na porta e desande
a chorar, talvez a cena corte, insinuando o que vai acontecer em seguida, que
não é exibível no horário da tarde. Talvez você nunca venha. Talvez você nunca bata
à minha porta. Você nunca visitou minha casa nova, não deve saber o caminho.
- Eu sei o caminho, Julieta.
- Você bateria à minha porta,
Fernando?
- Sabe, eu já cheguei perto e dei
meia-volta. Você nunca desconfiou.
A gente nunca desconfia...
ResponderExcluirMas sempre torço pelo final feliz de Julieta e Fernando!
o final você estará no romance Colóquio, em processo de gestação. hehe.
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