Era uma vez.
O menino pequeno, infante.
Perguntaram-no sua cor preferida.
"-Amarelo."
Tempos depois, o menino mudara de idéia. Já podia correr e conhecer mais cores.
"-Verde."
Mais tempo passado, o menino já não tão menino, aventurando-se por aí, afirma com toda a certeza:
"-Azul, é claro."
Já moço, vivido, o eterno menino, como que acordando de sono profundo, profere em alto som:
"-Branco! Branco!"
Mas já era tarde. Ninguém mais acreditava no menino grande, de tantas vezes que mudara sua cor preferida.
O menino grande então recolheu-se a seus segredos e nunca mais abriu a caixa de lápis-de-cor.
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