Precisamos, sim, endurecer sem perder a ternura. Pergunto-me: se é esse um clichê, por que endurecemos e perdemos a ternura? Concluo já ter havido mais respeito pelos clichês.
Perder a ternura nos rouba a capacidade de ver. De enxergar, melhor dizendo. Não nos deixamos enxergar nada além do concreto. Tudo se torna tolice.
Um querido animal de estimação de uma família parte. Parte para continuar sua viagem. Minutos depois, instala-se uma mariposa em uma parede da casa. O inseto lá permanece, por toda uma semana. A saudosa família atribui a presença da nova inquilina ao animal que partiu. Não acreditam em coincidências. Sentem.
Ao relatar esta historieta, já observei reações diversas. A mais recorrente, sem dúvida, é a cética sacudida de cabeça. “- Tolice.”
Torço, pois, para que sejamos todos tolos na vida. Ternos eternos tolos.
Torço, pois, para que sejamos todos tolos na vida. Ternos eternos tolos.
Padeço desse mal... =/
ResponderExcluirainda há tempo!
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