quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pequenas porções de ilusão.

Venho dividir meu confronto com duas frases que muito me atraem: "Mentiras sinceras me interessam", imortalizada por Cazuza, e "A única verdade é a relidade", proferida por Aristóteles e reproduzida por um filósofo cubano de quem adoraria recordar-me o nome. Bibliografias à parte, o fato é que o contraste que essas sentenças trazem à vida tem causado-me espécie.

Afinal, a que deveríamos nos ater, verdades infruíferas ou mentiras frutíferas?

Eu, particularmente - e excepcionalmente - não sigo Cazuza nessa e vou de Aristóteles. A realidade é a verdade. Coisa de que já me resignei é que podemos elocubrar em nossas cabeças o quanto quisermos, isso de nada mudará o resultado final de algo.
A realidade é o que podemos palpar, de que valeria uma verdade que nem está lá de verdade - com o perdão do trocadilho.

Sou, notadamente, uma entusiasta do abstrato - eu acho tão bonito isso, de ser abstrato, baby..., porém, quando o assunto é encarar uma verdade real ou uma mentira sincera, fico com a primeira opção. Da verdade, construo meus próprios castelinhos com suas porções de ilusão, mas sempre com os alicerces dela, da mãe-de-todos. Acho que assim pode. O que não pode é usar fundação de mentira.

Desaba rápido, com a primeira intempérie.
E carrega tudo junto.

2 comentários:

  1. Aêêêê, saiu!! \o/

    Sou obrigada a concordar com sua lógica, embora uma verdade infrutífera continue me fazendo tremer na base! Hehehehe...

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