segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Omnibus

Pra variar, papo de bar. Bar de sempre, papo de sempre. Conclusão nova. Você, leitor - em caso de haver algum - ,e prezado Universo, já reparou como adentrar em um ônibus enseja, quase que imediatamente, um processo de reflexão, daqueles que desenterra os mais profundos sentimentos de seu ser?
Estávamos a divagar sobre isso. O poder que o ônibus tem sobre nossos pensamentos. É impressionante, é sentar-se no banquinho - ou não, ou ficar em pé dependurado na barra de ferro, mesmo, que começa. "Puxar angústia", já dizia o Eduardo do Fernando Sabino. Ou não, ou puxar velhas alegrias, arquitetar sonhos, alimentar paixões. Isso tudo acontece ali, no coletivo. Basta olhar para os semblantes ao seu redor. Todos com uma cara de quem não está lá, de quem está distante, sabe-se lá onde, sabe-se lá com quem.
Velhos amores, novos anseios, piadas que nunca perdem a graça, aquela música que arrepia, tudo passa pelos seus olhos, num espaço de tempo estimado, por minhas pesquisas sociais aqui e ali, de aproximadamente 60 minutos.
É o que eu digo. Já que não pode vencer o inimigo, junte-se a ele.

Em tempo: o mesmo não vale para o metrô. Tem que ter paisagem. Se não tem paisagem, não serve. Sem mais.

2 comentários:

  1. achei que só eu fizesse isso no ônibus... =P
    e metrô não dá mesmo não, é chatão!
    além de não ter paisagem, se bobear ainda tem gente ouvindo funk alto! =/
    bjo dudsss!

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  2. Tá aí!
    Talvez isto explique minha aversão ao metrô!
    Ou, pelo menos, parte dela... =D

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